Militares paraguaios que se reuniram com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, pouco antes do golpe de Estado contra o presidente Fernando Lugo, negaram nesta quarta-feira (11) à promotora paraguaia Stella Mary Cano que o diplomata os tenha pressionado para que se sublevassem contra o presidente designado, Federico Franco.
A acusação de que a Venezuela interferiu junto aos militares foi feita pela ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, em 3 de julho. No vídeo, editado, o chanceler venezuelano aparecia acompanhado de membros das forças armadas paraguaias.
No dia seguinte, Maduro foi declarado persona non grata no país, mesmo com a revelação da íntegra do vídeo pela rede multiestatal TeleSur, que mostra não só o diplomata, mas o resto do grupo de chanceleres da Unasul (União de Nações Sul-americanas) no encontro, encabeçado pelo secretário-geral, Alí Rodríguez.
Os militares admitiram que, no momento em que era processado o juízo político de Lugo, em 22 de junho, foi debatida a possibilidade de as forças armadas emitirem um comunicado, porém, isso não se concretizou. Na reunião dos militares com os enviados da Unasul se falou também das possíveis consequências da destituição do presidente.
Cano admitiu no início da semana que, ao contrário do que havia afirmado a ministra da Defesa, a gravação, feita com as câmeras de segurança do palácio de governo, não prova a denúncia de Garcia.
Com informações da Opera Mundi e TeleSur
Fonte: Sul 21